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Professora com o dom da ubiquidade

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Muitos anos atrás, o Ministro da Educação manda fazer uma auditoria às instituições educativas de uma determinada ilha de Cabo Verde. Na sequência do trabalho de campo, o Auditor regista no seu relatório, a par de vários pontos fortes, algumas fraquezas, falhas ou desvios na atuação das instituições auditadas. Um caso de irregularidade grave relatado pelo Inspetor-Auditor, merece ser trazido a esta página, pelo seu caráter caricato, salvaguardando o anonimato dos intervenientes: O Auditor aproxima-se de uma sala de aula e fica surpreendido pelo estrondoso barulho que provém do local. Entra na sala e, perante a presença incomum do visitante, a turma emudece. - Porque estão sozinhos na sala? - pergunta o auditor à turma, depois dos cumprimentos da praxe e da criação de um ambiente de tranquilidade e empatia. - A professora Y não veio. Aliás, não costuma vir neste horário! - responde um aluno, que se apresenta como chefe da turma. - Então o que fazem na sala sozinhos? - Bem, como habitual...

Chuva engraçada

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Em Cabo Verde, a queda irregular das chuvas ocorre não só em termos de variação no tempo mas também no que tange à precipitação no espaço. Neste último quesito, a desigual distribuição espacial da Chuva apresenta, por vezes, contornos engraçados Certa vez, à porta da Farmácia Africana, com medicamentos recém-comprados na mão, eu esperava que deixasse de chover, a fim de passar para o outro lado da Avenida Amílcar Cabral, onde deveria apanhar o autocarro, rumo à Achada Santo António. Nisto, uma moça, que se encontrava na paragem do autocarro, ao lado da então Casa D. Celina Vasconcelos, grita para mim: - Hei, mos, ben pa li, txuba ka sta txobi li nau. - Modi? - indaguei, incrédulo. - Ben, mos! Ala otokaru ta ben! Hesitei. Olhei para ela, que não estava encharcada, e, zás, corri para o outro lado, quase sem me molhar. Ela não tinha mentido: o outro lado da rua estava seco! - N-ka fla-ba bo? - diz-me a miúda. - Verdadi go, obrigadu! - disse eu, com um largo sorriso de incredulidade  A...

Nota 20 em Português

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Na Escola de Habilitação de Professores de Cabo Verde, em Variante, São Domingos, a professora D. Catarina Cunha, devolve aos alunos-mestres, devidamente corrigidas, as provas de Língua Portuguesa que aqueles tinham realizado na semana transacta. Chegada a vez do aluno Goiaba (nome fictício), este lança um olhar para o canto superior da sua prova. Com o semblante de incontida alegria, pula de contente e, como se não bastasse, dirigindo-se para a turma, que o observa, com curiosidade, grita: -Dja-m rabenta ku Katrina!!! (Tradução: Já arrebentei com a Catarina). Olhando para mim (o melhor aluno da turma), pergunta: -"6", kuantu bu tira? (Tradução: quanto tiveste?) Cabe esclarecer que o meu número de aluno era "6" e, com frequência, era pelos respetivos números que os alunos-mestres se dirigiam uns aos outros. -18, respondo e, curioso, indago: I bo? (Tradução: E tu?) - 20! Mi é mais bon ki bo! (Tradução: Eu sou melhor que tu!). Nisto, o chefe da turma, Penedo (nome fic...

O aluno e o pai forreta

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Na escola, o professor pergunta ao aluno: - Vamos imaginar que tu tens um euro no bolso e pedes ao teu pai mais um euro. Com quantos euros ficas? - Com um euro. – responde o aluno. O professor, irritado, diz: - Não sabes nada sobre matemática! E responde o aluno: - E o professor não sabe nada sobre o meu pai… In Anedota do dia Ver mais em http://www.anedotadodia.net/piadas/professores Vocabulário: ☆ Forreta é sinónimo de "avarento", pessoa que não gosta de partilhar o que é seu, seja dinheiro ou outro bem

O ataque do crocodilo e o trabalho de matemática

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J oãozinho chegou muito atrasado à escola e a professora perguntou: - O que aconteceu? - Fui atacado por um crocodilo! – responde o menino. Chocada, diz a professora: - Oh, meu Deus! Como você está? Responde o Joãozinho: - Estou bem, mas o trabalho de matemática ele comeu todinho… 😀😀😀😀 In A Anedota do Dia Ver mais em: http://www.anedotadodia.net/piadas/professores

O ministro da educação e a professora

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  Certa vez, um homem navegando no seu balão, por um lugar desconhecido, ficou completamente perdido. Mas ao ver uma senhora caminhando, reduziu a velocidade e a altitude do balão para 10m e gritou para aquela pessoa: - Hei, você aí, por favor. Você sabe onde eu estou? E a jovem respondeu: - Você está em um balão a 10 m de altura! Então o homem lhe perguntou: - Você é professora, não é? A moça respondeu: - Sim... Puxa! Como o senhor adivinhou? E o homem lhe respondeu: - É simples. Você me deu uma resposta tecnicamente correta, mas que não me serve para nada... Então a professora lhe perguntou: - O senhor é ministro da Educação, não é? E o homem: - Sou... Como você adivinhou??? E a professora: - Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe o que fazer, e ainda quer colocar a culpa na professora.

Qual é a parte do corpo que chega primeiro ao céu?

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  Na escola, na aula de religião e moral, a professora pergunta: - Qual é a parte do corpo que chega primeiro ao céu? Uma menina levanta o braço: - As mãos, senhora professora! - E porquê? – pergunta a professora. Responde a menina: - Porque quando rezamos elevamos as mãos ao céu. Ainda nem a professora tinha falado, retorquiu o Joãozinho: - Não é nada disso, são os pés! Intrigada, pergunta a professora: - Ah sim, Joãozinho, e porquê? Explica o menino: - Bem, esta noite, fui ao quarto dos meus pais, a minha mãe tinha os pés no ar e estava a gritar: “Meu Deus, meu Deus, estou a ir pró céu… estou a ir pró céu… “ – e continuou o Joãozinho:   – E ainda bem que o meu pai estava em cima dela a segurá-la, senão, lá ia ela… 😀😁😁 In Anedota do Dia http://www.anedotadodia.net/piadas/professores

Revisão gramatical angolana

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  Recebi de um amigo esta bem-humorada revisão gramatical, supostamente angolana, com o pedido de o partilhar com o(a)s amigo(a)s desta página: REVISÃO GRAMATICAL ANGOLANA 🎯 ABREVIATURA - ato de se abrir um carro de polícia; 🎯 CÁLICE - ordem para ficar calado 🎯 CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente. 🎯 DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá; 🎯 DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos; 🎯 DETERMINA - prender uma garota; 🎯 ESFERA - animal feroz amansado; 🎯 HOMOSSEXUAL - sabão em pó utilizado para lavar as partes íntimas; 🎯 NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar; 🎯 RAZÃO - lago muito extenso, porém pouco profundo; 🎯 SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe; 🎯 TALENTO - característica de alguma coisa devagar; 🎯 VOLÁTIL - sobrinho avisando ao tio onde vai 🎯 MINISTÉRIO - aparelho de som de tamanho reduzido 🎯 ARMARINHO ar proveniente do mar 🎯 UNÇÃO erro de concordância, o correto seria: um é. Gostaram? 😍 Mantenham o bom-h...

O Parlamento, a língua portuguesa e os valores - os exemplos que vêm de cima

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Como professor e investigador educacional, tenho-me preocupado seriamente com os défices de ensino-aprendizagem da língua portuguesa em Cabo Verde. Se, em certa medida, é compreensível e até mesmo aceitável a responsabilidade que é imputada aos docentes, o estado da língua portuguesa no país crioulo deve-se a diversos fatores, nomeadamente de natureza histórico-cultural, sociolinguística e política, que aqui não analisamos. Mas os exemplos que vêm de cima, nomeadamente do Parlamento cabo-verdiano, são, amiúde, pouco abonatórios para a educação dos mais jovens, não apenas no que concerne ao domínio da língua portuguesa mas também, em  particular, em termos de assunção de valores éticos  e do cultivo de boas maneiras e outras normas de trato social.  O vídeo que se segue é ilustrativo de como os bons exemplos nem sempre vêm, no caso, do Parlamento cabo-verdiano:   Parlamento: os exemplos que vêm de cima

Os manuais e o burro

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Há dois anos, estalou em Cabo Verde o  chamado "escândalo dos manuais", que marcou negativamente a atuação de altos responsáveis do Ministério da Educação, acusados de negligência e incompetência na gestão do processo de produção de alguns manuais, nomeadamente de Língua Portuguesa e de Matemática,  que foram colocados no mercado com numerosos erros de conteúdo e gralhas. Profesores, encarregados de educação e setores da sociedade civil reagiram a essa situação, pedindo a retirada de circulação desses manuais e a demissão dos principais dirigentes. Ao que se diz, até um burro resolveu entrar na "rejeição" desses manuais, como bem o ilustra um vídeo humorístico que o génio crioulo produziu  e fez circular amplamente nas redes sociais. Transcrevemos o que "disse" o buro (ver imagem) no referido vídeo: Em crioulo: Nhos txoman kes djentis ki sta fazi livru pa kriansas studa n'el, nhos fla's ma mi n'ka mesti kolega mas ki si, padja ka ten, txuba ka...

A carta

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Anastácio Lopes, o célebre  humorista cabo-verdiano,  conhecido vulgarmente por Nho Puxinho, conta a história de uma carta ao Compadre Magalhães, escrita em "português", que o destinatário teve de mandar traduzir para a língua de Camões para poder ser compreendida. Este conto  ilustra, com o exagero desculpável de um conto humorístico, a forma como em certos setores da sociedade cabo-verdiana se faz uso do Português,  língua oficial em Cabo Verde. Carta ao Compadre Magalhães

Inactivo em actividade!

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Passo a partilhar convosco um caso com que me defrontei no desempenho de determinado cargo, no Ministério da Educação. Mais do que humorístico, revela como, às vezes, se pode cumprir a lei e fazer a justiça por linhas tortas! Num processo disciplinar, instaurado na sequência de uma denúncia, ficaram provados os factos de que era acusado um docente, por sinal muito dedicado e, porventura, o que, na altura, mais se destacava no concelho em que trabalhava. Só que os factos de que o professor era acusado, e que o próprio confessou, tinham de ser levados às últimas consequências, em cumprimento da lei. Embora considerando todas as atenuantes, não havia como não aplicar-lhe a sanção disciplinar correspondente à infracção de que era acusado. Por outro lado, não era possível determinar-se a suspensão da sanção aplicada, visto que a pena em questão (inactividade por seis meses) era e é insusceptível de tal medida. Não se insurgindo contra a pena de seis meses de inactividade, que havia s...

A tramitação de um interessante requerimento

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O episódio que se segue, absolutamente verídico, mostra que a questão do domínio da língua portuguesa em Cabo Verde e, provavelmente, no espaço lusófono, precisa de maior atenção. 1. Um alto dirigente do Ministério da Educação de Cabo Verde recebe um requerimento do seguinte teor: “F de tal ___, Licenciado em Cumunicação Social pela Universidade de ____, venho mui respeitosamente requerer ao Vossa Excilência se digne mandar admitir -me numa das vagas de docente ou técnico superior ezistente ou que venha a ezistir , de prifirência na cidade da Praia. Pede indeferimento . Praia, …. Assinado: F de tal" 2. Analisado o requerimento, o dirigente em questão não hesitou. Exarou, de pronto, o seguinte Despacho: “Concordo com o indeferimento do pedido formulado pelo próprio requerente, cuja duvidosa competência transparece, aliás, claramente, no texto do requerimento. Praia, … O ____, Rubrica” 3. Descontente com o teor do despacho, o autor do requerimento faz a seguint...

A história de uma pesquisa na Internet

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Há uns anos, propus aos meus alunos de determinada turma, de um dado curso superior, que realizassem trabalhos de pesquisa sobre diversos temas, de entre os quais a "evolução dos paradigmas ou modelos de Inspecção Educativa". O grupo que escolheu este tema apresentou, em tempo record, um trabalho que, ao ler, descobri, imediatamente, ser um texto meu. Já me esquecera de que esse texto era um dos vários trabalhos que eu havia enviado, por e-mail, a um colega estrangeiro, que mos solicitara, no âmbito do intercâmbio de trabalhos académicos que vínhamos fazendo. Por isso, não foi sem surpresa que recebi como alegado trabalho de pesquisa esse texto meu que, do princípio ao fim, não tinha sofido qualquer alteração, a não ser, é claro, as menções da praxe: curso, ano, turma, disciplina e lista dos participantes. No intervalo, interpelei o responsável do grupo: - Recebi o “vosso” trabalho, mas não gostei nada do que me aprontaram! - Porquê, professor? É um bom trabalho! -...

Português, um problema!

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Há vários anos atrás, acompanhado de um inspector, efectuei uma visita de supervisão pedagógica a uma determinada escola do ensino básico da capital cabo-verdiana. Antes de iniciarmos a visita às aulas, dirigimo-nos, como é da praxe, ao gabinete da gestora, que nos recebeu, com simpatia, a fim de lhe apresentarmos os objectivos da acção inspectiva e recebermos algumas informações de que precisávamos. Porque as primeiras impressões eram favoráveis – a boa aparência externa da escola, a higiene no espaço circundante, a ordem que se vislumbrava na secretaria e o ambiente acolhedor do gabinete da gestora –, a conversa com a gestora começou com um elogio, quanto mais não fosse para colocar à-vontade a nossa interlocutora: - Aqui nos tem, senhora Gestora!- disse-lhe eu. Estamos aqui para, de algum modo, contribuirmos para elevar, ainda mais, a qualidade de desempenho da sua escola. No entanto, pelo que estou ver, se calhar, esta escola não terá muitos problemas!... - Oh! Sr. inspect...

O senhor Auditor!

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Supostamente, a introdução da auditoria nas instituições educativas deveria constituir um passo de grande alcance no processo de promoção da excelência do serviço educativo. Com efeito, a auditoria, que se apoia em métodos e procedimentos científicos e em normas universalmente aceites, visa aferir o grau de eficiência e eficácia das escolas e formular propostas de melhoria. Ao contrário das modalidades de fiscalização (como a averiguação, o inquérito ou a sindicância), que podem desembocar em medidas de efectivação de responsabilidade disciplinar, a auditoria não tem propósitos punitivos, não visa reprimir os agentes educativos, mas sim ajudá-los, por um lado, a manter, consolidar ou melhorar os aspectos positivos do seu desempenho e, por outro, tomar consciência dos seus pontos fracos e das formas de os superar. Teoricamente é assim e, na prática, existem muitos bons exemplos a confirmar a teoria. Todavia, nem sempre as experiências de implementação das auditorias têm sido a...

De uma investigação científica sobre a rã

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Um cientista muito dedicado à investigação decidiu fazer uma experiência sobre a rã. Pegou numa rã, cortou-lhe uma das patas e disse-lhe: - Rã, salta! E a rã saltou. Em resultado desta experiência, o cientista escreveu: - "Rã com três patas salta!". Em seguida, cortou mais uma das patas à rã e disse: - Rã, salta! E a rã saltou. Em face do resultado da experiência, o cientista anotou: - "Rã com duas patas salta!". Prosseguindo a sua experiência, cortou outra pata da rã e ordenou: - Rã, salta! E a rã ainda conseguiu saltar. O cientista, perante este resultado, anotou: - "Rã com uma pata salta!" Por fim, cortou a pata que restava à rã e disse: - Rã, salta! A rã ficou ficou imóvel! - Rã, salta! - repetiu. E nada. Em resultado desta interessante experiência, o cientista conclui, de forma peremptória: - "Rã sem patas é surda!" (Reelaborado a partir de um texto de autor desconhecido)